A reação dos excluídos da pesquisa Quaest

Uns reagiram publicamente, outros esbravejaram com pessoas próximas ao fato de terem ficado de fora da pesquisa ao governo do Paraná

A Quaest resolveu ignorar a disputa ferrenha dentro do PSD pela alcunha de sucessor de Ratinho Junior ao governo do Paraná e apostou em Guto Silva. Telefonemas e mensagens de whatsapp foram disparadas para encontrar as digitais do responsável(is) pela exclusão de outros pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Dizem ter encontrado.

Uns reagiram publicamente, outros esbravejaram com pessoas próximas.

O deputado estadual Requião Filho, do PDT, disparou, através da sua assessoria, uma cópia de um ofício encaminhado aos institutos de pesquisa comunicando que o filho do ex-governador Roberto Requião é o pré-candidato do partido ao governo. O documento é assinado pelo também deputado Goura Nataraj — presidente do PDT do Paraná.

“Solicitamos formalmente que o nome do Deputado Estadual Requião Filho seja devidamente incluído nos futuros cenários de pesquisa para o Governo do Paraná. Temos a convicção de que tal medida contribuirá para a precisão e a qualidade da análise oferecida à sociedade”.

Dentro do PSD ninguém passou recibo, mas sem dúvida foi onde o burburinho foi mais alto. Por parte do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, o sentimento foi de plena tranquilidade e normalidade, disse uma fonte ligada ao parlamentar. “Ele continua percorrendo o estado, promovendo reuniões políticas com centenas de prefeitos e cada vez mais próximo do governador Ratinho”, resumiu.

O ex-prefeito Rafael Greca é quem parecia mais descontente por, novamente, ter o nome omitido dos paranaenses nos levantamentos eleitorais. Foi assim na sondagem do Paraná Pesquisa e agora com a Quaest. Muitos apostam que, se for realmente preterido pelo governador para disputar o Palácio Iguaçu, o ex-prefeito de Curitiba sai do PSD e lança candidatura em outra legenda.

A depender do desfecho do litígio no União Brasil do Paraná, Rafael Greca pode se filiar e disputar o governo, caso a legenda não ofereça espaço para o senador Sergio Moro. Ricardo Barros, do Progressistas, é um dos maiores entusiastas e mantém uma excelente relação com o ex-prefeito de Curitiba.

O PT e a ministra Gleisi Hoffmann aguardam a movimentação política para investir pesado em Rafael Greca — que arrancaria de Curitiba com um bom porcentual de voto.

Uma pessoa próxima a Rafael Greca disse que o sentimento é o seguinte: se a candidatura de Guto Silva vier a fórceps, partidos hoje aliados podem se unir contra os planos do Palácio Iguaçu.

E esta é justamente a preocupação levantada por um analista político de cabeça branca, com experiência no riscado, que teme uma ruptura no partido liderado por Ratinho Junior — ainda mais se de fato ele disputar a presidência da República em 2026.

“Até abril, período da desincompatibilização, os prefeitos vão seguir a cartilha do Palácio Iguaçu. Depois vira um deus nos acuda. Se Greca e Alexandre Curi se unirem ou lançarem candidaturas independentes, o jogo fica aberto e perigoso para os planos de Ratinho. Por sua vez, se o governador encerrar o mandato em dezembro, o candidato dele será praticamente imbatível, independentemente do nome e dos adversários”.

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