Uma reunião em São Paulo pode embaralhar o cenário eleitoral no Paraná e provocar frouxos intestinais no QG de muito pré-candidato ao Palácio Iguaçu.
Rafael Greca, pré-candidato do MDB ao Governo do Paraná, e Ricardo Barros, mandachuva do PP, estão na capital paulista para uma reunião com Antônio Rueda — homem forte do União Brasil.
O tema do encontro, claro, o tabuleiro eleitoral no estado. É uma última cartada do ex-prefeito de Curitiba para atrair a poderosa Federação União Progressita — dona de um latifúndio no horário eleitoral.
O cenário é o seguinte: PP e União Brasil precisam caminhar juntos na eleição majoritária. Mas até aqui ainda não há um consenso.
O União, que teve ajuda de Ratinho na formatação da chapa de deputado federal, trazendo, por exemplo, Luísa Canziani e Paulo Litro, estaria pendendo para Sandro Alex (PSD).
O PP, por sua vez, está mais resiliente e rachado: tem candidato que defende o nome de Sergio Moro, outros que preferem ir com o “homem da infraestrutura” e tem uma ala que quer abraçar a campanha de Rafael Greca. Ricardo Barros já disse que espera unidade, mas liberou seus federais do compromisso.
É desnecessário relembrar a relação muito próxima da família Barros com Rafael Greca. Mas outro fator pode ajudar o ex-prefeito na negociação política com Rueda: o terreno fértil da chapa do MDB.
O partido tem apenas Alvaro Dias que vive o dilema shakespeariano de ser ou não ser candidato ao Senado. Não há até aqui sinalização da outra cadeira para a Câmara Alta tampouco para a vice. Sem falar no cenário árido de aliança política.
Como os espaços, num eventual governo Rafael Greca, são muitos e generosos, o ex-prefeito pode dar um all in e negociar alto para atrair a Federação — passando, por exemplo, por cadeiras na Mesa Executiva da Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas.
Fontes do Blog Politicamente contam que apesar da reunião em SP, palacianos estão otimistas no acerto do PP e União com o PSD de Sandro Alex — muito em função da pressão da bancada federal.