Com estratégias diferentes, o pré-candidato ao governo do Estado, Requião Filho (PDT), está concentrando as conversas políticas para atrair o Solidariedade e o PSB para a chapa.
Enquanto no plano nacional o PSB está plenamente alinhado ao PT, ocupando, por exemplo, a vice-presidência da República, no Paraná a situação é mais complicada.
Luciano Ducci, presidente do PSB paranaense, torce o nariz para uma aliança formal com a chapa PDT /PT — resquícios do pleito de Curitiba em 24.
A estratégia para ter o PSB na trincheira no Paraná é fazer a articulação “por cima”. As conversas têm sido mantidas em Brasília — com participação da ex-ministra Gleisi Hoffmann. Até aqui, os esforços foram em vão. João Campos segue privilegiando a decisão do diretório estadual.
Com o Solidariedade, a intenção é a mesma, mas o plano de atração é outro. As tratativas estão sendo feitas por aqui mesmo — diretamente com o ex-deputado estadual Galo, que assumiu o comando do SD do Paraná em abril depois que Fernando Francischini se filiou ao PL.
A troca na presidência do SD do Paraná aproximou o partido da trincheira de Requião Filho.
Enquanto articula o ajuste fino para contar com PSB e SD no arco de aliança, que já conta com sete partidos — PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL — , Requião Filho promove na próxima semana, dia 30, um grande evento político em Curitiba.
Ele e Gleisi Hoffmann vão lançar suas pré-campanhas — ele ao Palácio Iguaçu e ela ao Senado Federal. O encontro será realizado no próximo sábado no Igloo Super Hall, a partir das 10h, quando serão apresentadas as pré-candidaturas para deputados estadual e federal.
Com duas posições na chapa já definidas, restam a vaga de vice e a segunda cadeira ao Senado. Uma fonte do Blog Politicamente conta que a segunda vaga para a Câmara Alta da chapa será escolhida pelo PT, maior partido da aliança, enquanto a vice está sendo articulada diretamente com Requião Filho.