Ratinho convida deputados governistas para almoço de despedida do Iguaçu

Ratinho não vai tratar sobre a sucessão, mas deve ouvir dos aliados reclamações dos municípios sobre o pagamento dos anúncios de investimentos

Ratinho Junior vai oferecer um almoço na próxima segunda-feira (23) para os deputados da base governista. O banquete, marcado para 12h no Salão de Atos, que fica no 2° andar do Palácio Iguaçu, será uma despedida do governador — que na próxima semana deve ser oficializado pré-candidato à presidência da República.

O convite foi disparado há pouco e incluiu os deputados do PL — que sempre votaram com o governo, mas que agora estarão na trincheira de Sergio Moro na eleição de 2026, contra, portanto, a chapa do PSD. A ideia do almoço já estava sendo gestada antes do movimento político do PL.

Ratinho não deve tratar sobre a sucessão. O convite cita um “almoço de confraternização e alinhamento institucional à base aliada”, com avaliação de projetos em andamento e construção e anúncio da liberação de recursos para várias áreas dentro da parceria entre Governo e Assembleia.

O regabofe é um agrado, um afago, que Ratinho fará aos deputados tendo como pano de fundo a eleição presidencial e também à estadual. Embora não trate diretamente da sucessão, inevitavelmente o assunto virá à tona.

Assunto indigesto

Outro tema que deve ser discutido no almoço, este bem mais indigesto e que pode provocar azia, são os muitos anúncios de liberação de recursos para as prefeituras do Paraná nesta reta final de governo, em especial das secretarias da Cidades e da Agricultura, que têm provocado preocupação na prefeitada.

O temor é que os prefeitos fiquem com o pires na mão — sendo que muitos deles já investiram no custo do projeto. A insatisfação escalou e já chegou tanto na Assembleia Legislativa quanto na sede do Poder Executivo. Muitos deputados estão sendo cobrados e estão levando o descontentamento para o outro lado da rua.

Após algumas reuniões para lá de tensas no Palácio Iguaçu, a equipe do governo está debruçada nas planilhas para fechar as contas e honrar os anúncios que inundam as redes sociais. Até porque, provocar dissabores na prefeitada em ano eleitoral é uma receita nada inteligente.

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