O recado da final Londrina x Operário para a política local

O clima vai começar a esquentar a partir desta semana com a volta de Ratinho Junior das férias nos EUA

O campeonato paranaense será decidido entre Londrina e Operário — times que superaram a dupla Atletiba no fim de semana que passou. Nenhum comentarista esportivo arriscaria este panorama no início do torneio. E a final está posta entre as equipes do interior do Estado.

Assim como no futebol, alguns analistas políticos acreditam que pode haver surpresas também na política. O clima vai começar a esquentar a partir desta semana, mais precisamente na quinta-feira (26), quando o “técnico do PSD” Ratinho Junior retorna das férias com a família nos Estados Unidos.

Para alguns secretários ele já determinou, lá da terra do Mickey, aceleração máxima no governo neste mês de março — que antecede o prazo de desincompatibilização.

Paralelamente ao cronograma de anúncios e entregas do governo, são esperadas, já para os próximos dias, algumas conversas definitivas que o governador terá com seu time.

A partir desta escalação dentro do PSD haverá desdobramentos políticos inclusive, e principalmente, nos partidos aliados. O cenário vai começar a desanuviar.

A questão do nome para sucedê-lo no Palácio Iguaçu é a grande interrogação e, ao mesmo tempo, o ponto nevrálgico. A estratégia inicial de unidade dentro do PSD nunca esteve tão ameaçada — embora, palacianos creem de pé junto que ainda é possível uma composição da tríade: Guto Silva, Rafael Greca e Alexandre Curi.

Nos bastidores, porém, muitos acreditam numa fenda no time que governa o Estado desde 2019. O que não se calcula ainda é a profundidade e a escala.

Ratinho entra para valer em campo a partir desta semana. Vai pegar a prancheta e começar a escalar o time que vai disputar a eleição de 2026. Muitos já se consideram titulares absolutos, alguns até ensaiam colocar a faixa de capitão no braço. Mas assim como no futebol, o técnico tem que escalar para vencer. Não pode perder. Então é salutar que alguns palacianos revejam os jogos de Athletico e Coritiba.

Não são três pontos, nem uma taça. São os próximos quatro ou oito anos no Iguaçu que estão em jogo. A dúvida para o campeonato eleitoral do PSD é se os que ficarem na reserva vão aceitar ficar no banco, como coajduvantes, ou vão se transferir para outra equipe.

Pode também haver uma saída salomônica que mais vai lembrar uma declaração do ex-jogador Vampeta quando questionado sobre o atraso no pagamento de salários: “Eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”.

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