Ratinho Junior afina as últimas agendas antes de um recesso de cerca de duas semanas no mês de fevereiro. O governador vai com a família para os Estados Unidos e deve retornar somente após o Carnaval.
Antes disso, o governador estará, no dia 9, em Cascavel, para participar da abertura do Show Rural — o primeiro grande evento do Agro de 2026. No dia seguinte, Ratinho já embarca para uma agenda em São Paulo e depois embarca para os EUA.
Depois do descanso, Ratinho vai entrar de cabeça na eleição. Quer dizer, nas eleições. A candidatura presidencial vai ganhando musculatura e ganhou ainda mais fôlego nesta quinta-feira (29) depois do encontro de Tarcísio de Freitas com Jair Bolsonaro na Papudinha — onde o ex-presidente está preso.
Após a visita, o governador de São Paulo declarou que não vai disputar o Palácio do Planalto e reforçou a candidatura à reeleição. Tarcísio é visto como principal entrave para a entrada de Ratinho na corrida presidencial. Com ele fora do jogo, o governador paranaense sobe na bolsa de apostas como opção ao eleitorado que refuta a polarização PT/PL. Lula/Bolsonaro.
Com Tarcísio centrado na reeleição, Ratinho vai tentar agora atrair para si o apoio e a simpatia que o mercado financeiro destianava ao governador paulista.
Paralelamente aos movimentos políticos em Brasília, Ratinho tem a eleição no Paraná para pensar — com a missão de fazer o sucessor. É aguardado para meados de março o anúncio de quem vai disputar o Palácio Iguaçu pelo PSD. Alexandre Curi e Guto Silva são os nomes neste páreo.
Além da cabeça de chapa, caberá ao governador distribuir integrantes do time nas demais vagas: um nome para a vice e os dois que vão concorrer ao Senado.
As duas eleições, no entanto, não estão desconectadas, já que alianças costuradas pelo PSD para a campanha presidencial pode e deve interferir nos acordos políticos no Paraná.