Atualizado às 16h03
Se o PP do Paraná tem a palavra de Ciro Nogueira, presidente nacional dos Progressistas, que não vai homologar o nome de Sergio Moro ao Governo do Estado em 2026, o ex-juiz da Lava Jato tem uma declaração do mandachuva do União Brasil, Antônio de Rueda de que a candidatura é irreversível.
Esta contradição nos posicionamentos escancara o racha da futura federação União Progressista no Paraná e o antagonismo de objetivos de Ricardo Barros e Moro. Esta divergência entre as duas legendas no Paraná tem provocado desgaste no processo de formalização da federação, que já já enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração de Rueda foi feita durante uma confraternização de fim de ano do União Brasil, realizada nesta semana em Brasília. Curiosamente, conta uma fonte do Blog Politicamente, Ricardo Barros estava neste evento. Além de Rueda, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto fiez questão de gravar um vídeo de apoio a Sergio Moro.
“Moro, você está preparado (para ser governador). Eu tenho certeza. O Neto fez aqui uma introdução maravilhosa. O governo do Paraná é seu, meu irmão. Escapa do raio, mas não escapa de você. Estamos juntos aqui. Nossa candidatura do Moro é irreversível. Vamos pra frente”, disse Rueda.
O vídeo, que já foi postado nas redes sociais de Moro, é uma resposta ao posicionamento de Ciro Nogueira, que esteve em Curitiba, e declarou que o diretório do PP não vai homologar o nome do senador para disputar o Palácio Iguaçu no próximo ano.
O clima de desavença no Paraná chegou em Brasília com os dois presidentes de partido declarando propósitos distintos para a eleição de 2026. Mas formalizada a federação perante o TSE, Rueda e Ciro Nogueira terão de decidir os rumos no estado do Paraná: se vai com Moro, se lança Cida Borghetti, se apoia a candidatura do PSD que será erguida pelo governador Ratinho Junior, ou se afasta da disputa majoritária e foca na proporcional.
Apesar da indefinição, uma coisa é certa: quem perder deve pular da canoa. Ou, um outro desfecho desejado por alguns, é que a formalização da federação bata na trave no TSE. Assim, cada partido fica dono do seu destino.
O Blog Politicamente procurou a direção do PP do Paraná. Por nota, Ricardo Barros confirmou que esteve na confraternização do União Brasil em Brasília e reafirmou que “o veto do Progressistas do Paraná à candidatura ao Governo do senador Sergio Moro pela Federação UP está mantido; conforme decisão unânime da Executiva Estadual do Partido, referendada pelo presidente nacional, senador Ciro Nogueira, em Curitiba, no dia 8 de dezembro”.