Corre a boca miúda a informação que o deputado Luiz Fernando Guerra pode deixar o União Brasil e migrar para o Novo. A mudança aconteceria entre março e abril de 2026 na janela partidária.
A informação pegou muita gente de surpresa diante da proximidade que “Guerrinha” tem com o senador Sergio Moro — que assumiu recentemente a direção do partido no Paraná. Ricardo Guerra, por exemplo, que é irmão do parlamentar, é o segundo suplente do senador.
Nos bastidores do União Brasil, comenta-se que um dos prováveis motivos da saída seria a atenção dispensada ao deputado Mauro Moraes, que ganhou os holofotes ao andar “colado” com o ex-juiz da Lava Jato.
A troca de legenda, se for confirmada, pode também significar um movimento em direção ao Palácio Iguaçu, se afastando da candidatura de Moro, hoje considerado a principal ameaça aos planos eleitorais traçados pelo governador Ratinho Junior.
Este “descontentamento caseiro” abriu brecha para o Novo. O presidente estadual da legenda, Lucas Santos, confirmou ao Blog Politicamente que foi feito um convite a Luiz Fernando Guerra.
“Eu e o Deltan (dallagnol) realmente convidamos o Luiz. Ele é nosso amigo — no caso do Deltan, desde os tempos de Pato Branco, com famílias próximas e uma relação construída há muitos anos. Para nós, seria uma honra contar com ele no time”, disse.
De acordo com Lucas Santos, o perfil de “Guerrinha” agrada ao Novo. ” O Luiz representa de forma muito consistente os valores que o Novo defende. É hoje o deputado mais econômico da Alep, tem um histórico sólido de defesa do dinheiro do contribuinte e conduz com competência comissões diretamente ligadas ao setor produtivo, sempre com postura técnica, transparente e responsável”.
“Guerrinha” está no segundo mandato como deputado estadual e deve buscar a reeleição no pleito de 26. Nas eleições de 2022, ele foi eleito com mais de 58 mil votos e atingiu a marca de deputado estadual mais votado da história de Pato Branco, sua terra natal, com 52,09% dos votos válidos.
Com o convite feito, Luiz Fernando Guerra terá de decidir se vai caminhar com Sergio Moro ou com Deltan Dallagnol em 2026.