Azedou a relação política entre o governador Ratinho Junior e o deputado estadual Tito Barrichello (União Brasi) — o “Delegado Xerifão”.
O motivo? As eleições de 2026. Tito, que faz (fazia?) parte da base de apoio do governo na Assembleia Legislativa, está com os dois pés e o inseparável chapelão na trincheira do senador Sergio Moro e, portanto, contra a candidatura do Palácio Iguaçu.
Na primeira reunião de Moro na presidência do União, Tito chegou a dizer que já está trabalhando pela pré-campanha do senador e que os candidatos do governo não “conseguem vingar e não tem expressão de voto”.
Uma boa fonte conta que a Casa Civil já começou a mapear os convênios firmados com prefeituras da região metropolitana de Curitiba cuja fonte de recursos são as emendas do “Xerifão”. Os prefeitos estão sendo contactados e avisados que o acordo político subiu no telhado.
A próxima ofensiva vai para cima dos cargos comissionados ligados ao parlamentar. Aliás, esta estratégia não é novidade e sempre é lançada pelos governantes de plantão. É o poder do poder. O deputado Mauro Moraes foi a primeira “vítima” desta “perseguição política” exatamente pelos mesmos motivos.
O recado do Palácio Iguaçu é bastante claro. Tito pode ser o “Xerifão” na Polícia Civil ou na Alep, mas no estado o xerifão é Ratinho Junior.
Tito Barrichello foi procurado pelo Blog Politicamente, mas não respondeu aos questionamentos.