Governo começa a “operação recolhe” das placas reservadas

Levantamento determinado por Ratinho vai identificar se tem ou não algum tipo de placa que não esteja autorizada ou enquadrada na lei

Alguns integrantes do governo começaram a receber ligações de integrantes da Casa Civil pedindo para que devolvam as placas reservadas utilizadas nos carros oficiais do Estado.

Duas fontes do Blog Politicamente, de diferentes secretarias de Estado, confirmaram o contato. A “operação recolhe” das placas reservadas vem na esteira do anúncio do governador Ratinho Junior de um pente-fino, por parte da Casa Militar, do uso e solicitações das placas veiculares.

À imprensa, o governador disse que a intenção é assegurar que o acesso às placas reservadas seja para uso restrito das forças de segurança e autoridades dos outros poderes, como Legislativo e Judiciário.

Na prática, quase todos os secretários de Estado e até alguns servidores de segundo escalão do Palácio Iguaçu desfilavam até então com veículos com as tais placas reservadas. Alguns até com giroflex andando pelas canaletas que cortam Curitiba.

Há relatos de um secretário de Estado que deslocou para São Paulo, para uma reunião técnica, com o carro com placa reservada e abusando do giroflex.

O prazo dado por Ratinho, de 30 dias, é até elástico, já que a competência para solicitar as placas é da própria Casa Militar — junto ao Detran. Ou seja, ela mesmo detém os dados. Se existe um controle rigoroso sobre a concessão deste benefício dentro do Governo, em menos de 72 horas, confidencia uma fonte militar, o levantamento estaria pronto.

“Nos próximos 30 dias possivelmente a gente já tem um levantamento se tem ou não algum tipo de placa que não esteja autorizada ou enquadrada na lei. Se tiver, nós vamos cancelar de imediato”, disse Ratinho.

O pente-fino determinado pelo governador foi uma resposta à uma reportagem feita pela RPC TV falando inicialmente do uso das placas reservadas na Assembleia Legislativa — onde 14 deputados faziam uso. Também após a matéria, o presidente Alexandre Curi, suspendeu a concessão das placas reservadas e os 14 deputados estaduais já as devolveram.

À RPC, o Tribunal de Justiça informou que tem seis placas secretas e o Tribunal de Contas tem 11.

Na letra fria da lei, as placas reservadas só poderiam ser usadas estritamente em serviço reservado de caráter policial. Ou ainda para a proteção de agentes públicos sob ameaça real — hipótese esta pouco provável, ou então, o Paraná será o Estado com o maior número de autoridades sob risco do país, tamanha é a circulação de “placas secretas” rodando por aí.

 

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