As cinco pessoas presas pelo Ministério Público do Paraná na operação Fake Care, que apura um esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento em contratos na área da Saúde do município de Fazenda Rio Grande, ficaram em silêncio durante os depoimentos realizados nesta segunda-feira (13).
Foi uma estratégia dos advogados dos suspeitos que alegaram o mesmo argumento: não tiveram acesso e/ou tempo hábil para analisar o processo. Alguns defensores foram habilitados para consultar os autos no dia 9 de outubro — mesmo dia da deflagração da ação do MP, mas orientaram os clientes a permencer em silêncio, fazendo uso do direito constitucional para não produzir provas contra sí na fase de inquérito.
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Desta forma, os cinco presos só serão ouvidos após uma eventual denúncia por parte do MP. Ou seja, só terão a oportunidade de falar em juízo.
Também nesta segunda-feira, o vice-prefeito de Fazenda Rio Grande, Luiz Sergio Claudino, do PP, assumiu interinamente a Prefeitura Municipal — no lugar de Marco Marcondes, que além de ter sido preso pelo MP, foi afastado da função pública por determinação do desembargador Kennedy Josue Greca de Mattos, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.
Em nota, a Prefeitura de Fazenda Rio Grande afirmou que todas as secretarias e órgãos municipais estão operando normalmente, assegurando o pleno funcionamento dos serviços públicos à população, e que reafirma o compromisso com a transparência, a legalidade e o interesse público.