Cristina Graeml deixa jornal após discussão com Chiquini nas redes

Toda a discussão entre Cristina Graeml e Jeffrey Chiquini, por óbvio, tem como pano de fundo a disputa pelas duas vagas para o Senado Federal no ano que vem

Cristina Graeml não faz mais parte do time de colunistas do programa Café com a Gazeta. Ela pediu para sair e comunicou seus colegas depois de um entrevero nas redes sociais com o advogado Jeffrey Chiquini (Novo) — que também faz uma participação semanal no jornal e assim como ela se coloca como pré-candidato ao Senado Federal em 2026.

Pessoas ligadas ao programa confirmaram ao Blog Politicamente a saída da jornalista, embora “bombeiros” tenham entrado em ação para tentar contornar a situação. E parece que este trabalho de colocar panos quentes pode surtir efeito.

A confusão começou logo depois da coletiva de filiação de Cristina Graeml no União Brasil. Ao responder aos questionamentos da imprensa, Cristina disse que tem conversado “com todo mundo que está de portas abertas para nos receber. Inclusive de centro-esquerda e alguns representantes da própria esquerda”.

Este trecho foi recortado e publicado por Chiquini nas redes sociais, criticando a jornalista. “A direita não se comunica com a esquerda e centro-esquerda. E mais, o que o Brasil precisa em 2027 é de candidato que tenha coragem de enfrentar a esquerda e a centro-esquerda, e não de dialogar”.

Após o vídeo do advogado, Cristina foi às redes dizer que sua fala, sobre dialogar com a centro-esquerda e a esquerda, foi descontextualizada. “Comento sobre alguns esquerdistas arrependidos que têm me procurado para dialogar, revoltados com o desgoverno Lula e a tirania da toga, promovida pelo PT através do aparelhamento do STF”.

A treta nas redes sociais estava montada e disseminada em grupos de Direita. Mas o caso acabou extrapolando e resultou no pedido de saída de Cristina Graeml do time de comentaritas do programa. Depois da discussão pelas redes e se sentindo atacada, ela teria procurado a empresa pedindo algum tipo de providência contra Chiquini — seu “colega de jornal”. Como nada foi feito, ela optou pode deixar o programa.

O pano de fundo da treta

Toda a discussão entre Cristina Graeml e Jeffrey Chiquini, por óbvio, tem como pano de fundo a disputa pelo Senado Federal no ano que vem. Como os dois dialogam praticamente com o mesmo perfil de eleitor, eles são concorrentes diretos na busca pela vaga na Câmara Alta.

Sobrou até para o partido de Chiquini. Na rede social, Cristina Graeml deu uma alfinetada no Novo, sem citar o nome do partido. “Não por acaso, o partido dos meus atuais difamadores aceitou fazer parte do jogo sujo em troca de alguns carguinhos na prefeitura e no governo do Estado”, disparou.

Na gestão do prefeito Eduardo Pimentel, o Novo comanda três secretarias, além de ter o vice-prefeito Paulo Martins recém filiado ao partido: Desenvolvimento Humano, com a vereadora Amália Tortato, Desenvolvimento Econômico e Inovação, com Paulo Martins, e ainda a Controladoria-Geral de Curitiba, com Bruno Pandini — que foi indicado por Deltan Dallagnol.

O entrevero é só um spoiler, um aperitivo, do que pode ser a disputa pelo Senado na eleição de 2026. Até porque, neste espectro político, também está o deputado federal Filipe Barros (PL) — pré-candidato com o apoio, já declarado, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Blog Politicamente não conseguiu contato com Cristina Graeml para comentar o caso e o espaço segue aberto.

Oficialmente, o jornal Gazeta do Povo cota que a jornalista tirou uma licença de uma semana e continua sendo comentarista da grade no YouTube.

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