Governo cogita nomear Mouazen como diretor-geral da CGE

O assunto por enquanto é tratado nos bastidores. A volta de Mouazen para a Controladoria Geral do Estado (CGE) não é por acaso. É estratégica.

Um ano e meio depois de ser exonerado da Diretoria de Inteligência e Informações Estratégicas da Controladoria Geral do Estado do Paraná (CGE), o marroquino naturalizado brasileiro Mouzaen pode estar de volta — mas não para a mesma função.

Uma boa fonte palaciana do Blog Politicamente conta que o governador Ratinho Junior pensa em nomeá-lo como diretor-geral da CGE. Mouazen hoje é assessor especial da Celepar.

Izabel Cristina Marques, que era a DG e só assumiu a Controladoria após a saída de Letícia Ferreira para concorrer ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná, pode permanecer à frente da pasta. Este aliás, seria um pedido de Letícia. Mas no Palácio há resistências quanto ao nome dela.

A discussão sobre o comando na CGE já sinaliza que o governo não conta mais com Letícia Ferreira — ela que entrou na lista sêxtupla da OAB, é favoritíssima para ser nomeada por Ratinho como desembargadora. Questão de tempo.

A volta de de Mouazen para a CGE não é por acaso. É estratégica. A CGE hoje é uma das principais portas de entrada de toda e qualquer denúncia envolvendo o Estado. Nada melhor que contar com uma pessoa de confiança.

Mouazen ganhou a atenção e os holofotes da imprensa depois que deputados de oposição pediram explicações sobre a criação da diretoria e ainda se o setor podia ter acesso a equipamentos adquiridos pela Polícia Civil para o monitoramento de telefones celulares. Era o auge da operação da Polícia Federal contra uma suposta espionagem ilegal na Abin com o uso do software First Mile — que também havia sido adquirido pelo governo do Paraná.

Na época, o Ministério Público do Paraná chegou a abrir um procedimento para apurar a compra e o uso do software, mas o caso acabou sendo arquivado.

 

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