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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Paraná

A reação dos excluídos da pesquisa Quaest

Uns reagiram publicamente, outros esbravejaram com pessoas próximas ao fato de terem ficado de fora da pesquisa ao governo do Paraná

Por Blog Politicamente Atualizado em
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A reação dos excluídos da pesquisa Quaest

A Quaest resolveu ignorar a disputa ferrenha dentro do PSD pela alcunha de sucessor de Ratinho Junior ao governo do Paraná e apostou em Guto Silva. Telefonemas e mensagens de whatsapp foram disparadas para encontrar as digitais do responsável(is) pela exclusão de outros pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Dizem ter encontrado.

Uns reagiram publicamente, outros esbravejaram com pessoas próximas.

O deputado estadual Requião Filho, do PDT, disparou, através da sua assessoria, uma cópia de um ofício encaminhado aos institutos de pesquisa comunicando que o filho do ex-governador Roberto Requião é o pré-candidato do partido ao governo. O documento é assinado pelo também deputado Goura Nataraj — presidente do PDT do Paraná.

“Solicitamos formalmente que o nome do Deputado Estadual Requião Filho seja devidamente incluído nos futuros cenários de pesquisa para o Governo do Paraná. Temos a convicção de que tal medida contribuirá para a precisão e a qualidade da análise oferecida à sociedade”.

Dentro do PSD ninguém passou recibo, mas sem dúvida foi onde o burburinho foi mais alto. Por parte do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, o sentimento foi de plena tranquilidade e normalidade, disse uma fonte ligada ao parlamentar. “Ele continua percorrendo o estado, promovendo reuniões políticas com centenas de prefeitos e cada vez mais próximo do governador Ratinho”, resumiu.

O ex-prefeito Rafael Greca é quem parecia mais descontente por, novamente, ter o nome omitido dos paranaenses nos levantamentos eleitorais. Foi assim na sondagem do Paraná Pesquisa e agora com a Quaest. Muitos apostam que, se for realmente preterido pelo governador para disputar o Palácio Iguaçu, o ex-prefeito de Curitiba sai do PSD e lança candidatura em outra legenda.

A depender do desfecho do litígio no União Brasil do Paraná, Rafael Greca pode se filiar e disputar o governo, caso a legenda não ofereça espaço para o senador Sergio Moro. Ricardo Barros, do Progressistas, é um dos maiores entusiastas e mantém uma excelente relação com o ex-prefeito de Curitiba.

O PT e a ministra Gleisi Hoffmann aguardam a movimentação política para investir pesado em Rafael Greca — que arrancaria de Curitiba com um bom porcentual de voto.

Uma pessoa próxima a Rafael Greca disse que o sentimento é o seguinte: se a candidatura de Guto Silva vier a fórceps, partidos hoje aliados podem se unir contra os planos do Palácio Iguaçu.

E esta é justamente a preocupação levantada por um analista político de cabeça branca, com experiência no riscado, que teme uma ruptura no partido liderado por Ratinho Junior — ainda mais se de fato ele disputar a presidência da República em 2026.

“Até abril, período da desincompatibilização, os prefeitos vão seguir a cartilha do Palácio Iguaçu. Depois vira um deus nos acuda. Se Greca e Alexandre Curi se unirem ou lançarem candidaturas independentes, o jogo fica aberto e perigoso para os planos de Ratinho. Por sua vez, se o governador encerrar o mandato em dezembro, o candidato dele será praticamente imbatível, independentemente do nome e dos adversários”.